Edilberto Lima lançará seu "Barcos da Amazônia - aquarelas" no Ponto BB.
- Armando Alves Filho

- há 23 horas
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No próximo dia 26 de junho, sexta-feira, a partir das 17 horas, Edilberto Lima lançará no Ponto BB, Avenida Visconde de Souza Franco, nº 345 (na Doca), esquina com a Rua Municipalidade seu livro de aquarelas "Barcos da Amazônia".
O livro tem o selo Editora Paka-Tatu.
Betânia Malato assim se referiu à obra de Edilberto: "Na verdade fiquei comovida ao olhar as embarcações e me transportei para cada uma delas. Fui criada no meio de barcos e conheço intimamente cada um deles.Quando viajávamos de madrugada para a fazenda, pisando com cuidado nos trapiches onde ancoravam as canoas, eu e meus dois irmãos íamos dormindo na camarinha localizada na popa. Ainda ouço o barulho do motor e os respingos da baía em meu rosto quando abríamos a escotilha. Vivi no meio de batelões de carregar madeira, de yoles, de embarcações pequenas e das lanchas construídas para meu pai. Uma delas chamava-se Jezebel, e encontrei as ilustrações dela no teu livro..."
"Barcos da Amazônia" reúne aquarelas e desenhos que nascem do hábito diário do registro. O caderno de desenho aparece como ferramenta de observação, experimentação e memória, transformando anotações visuais em preparação para a pintura.
Mais do que documentar embarcações, o livro articula desenho, cor e experiência para preservar uma cultura: a construção artesanal de barcos de madeira na Amazônia. A publicação funciona, assim, como registro e extensão da obra, ampliando o diálogo entre imagem, território e patrimônio Edilberto Lima é arquiteto e urbanista, professor do IFPA e artista com longa vivência nas artes visuais. Sua relação com a aquarela nasce ainda na formação em Arquitetura, no início da década de 1970, quando o desenho e a pintura eram parte da apresentação de projetos.
O mar, os rios e os barcos acompanham sua trajetória desde a infância, nas viagens familiares por ilhas da bacia amazônica. O fascínio pelas embarcações de madeira o levou a frequentar estaleiros, acompanhar projetos de embarcadouros e aprofundar seu interesse pela arquitetura naval. Em sua produção, o olhar técnico se une à memória afetiva para registrar barcos, estaleiros, portos e paisagens ribeirinhas como parte do patrimônio cultural da Amazônia.




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