'Revivências', romance de estreia do advogado Walmir Brelaz


Conhecido por atuar em causas sociais e sindicais, como o Massacre de Eldorado, ele apresenta obra ficcional inspirada em histórias reais que acompanhou profissionalmente.



O advogado sindical Walmir Brelaz estreia na literatura com o romance “Revivências”, recém-lançado pela Editora Paka-tatu. O conhecido defensor de causas sociais emblemáticas da História Paraense - como os casos dos sobreviventes sequelados do Massacre de Eldorado do Carajás e do flanelinha Jonnhy Igson, que ficou tetraplégico após ser baleado por um policial – parte para contar a história ficcional a partir de histórias que vivenciou como profissional numa obra que provoca reflexões sobre a eficiência dos sistemas Judiciário e governamental e das lutas sociais diante do poder paraelelo da criminalidade.


Com 27 anos de carreira advocatícia, Walmir Brelaz estampou muitas notícias jornalísticas. Como advogado dos sobreviventes do Massacre de Eldorado, ocorrido 1996, e do jovem Jonnhy Igson, já falecido, ele conseguiu viabilizar o pagamento de pensões do estado e assistência de saúde a essas vítimas. E também por atuar há muitos anos como advogado do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Pará (Sintepp), uma das maiores organizações sindicais do estado.


Uma referência dessas e de outras histórias serviram de inspiração para o enredo que gira em torno de três personagens principais: o jovem Tiago, vítima de tortura por policiais civis; Padre Vieira Borges, numa referência declarada ao Frei Henry des Rosiers, advogado e religioso francês que por anos se dedicou à luta pelos Direitos Humanos e pela reforma agrária no Sudeste do Pará; e o advogado Vicente Bastos, alter ego do autor.


“Faço uma justa home